BRASIL: Temer diz que vai fazer governo de "salvação nacional"

O primeiro pronunciamento do presidente interino da República, Michel Temer, na tarde desta quinta-feira (12), teve tom sóbrio e conciliador. Após a posse dos ministros do seu governo, o peemedebista fez um discurso de 28 minutos, no qual deu as bases do que deve ser sua gestão, fez acenos a todos os setores da sociedade e pediu a unificação do País.

— Reitero, como tenho dito ao longo do tempo, que é urgente pacificar a nação e unificar o Brasil. É urgente fazermos um governo de salvação nacional. Partidos políticos, lideranças, entidades organizadas e o povo brasileiro hão de emprestar sua colaboração para tirar o País desta grave crise em que nos encontramos.

Temer também deu respostas a críticas que vem sofrendo de opositores. Reiterou que vai manter programas sociais, como o Bolsa Família e o Pronatec, mas seu principal recado foi à iniciativa privada. Sem detalhar seu plano econômico, disse que vai trabalhar pela retomada da confiança dos investidores e para a privatização de alguns setores.

— Teremos que incentivar, de maneira significativa, as parcerias público-privadas, na medida em que este instrumento poderá gerar emprego no País. Sabemos que o Estado não pode tudo fazer, depende da atuação dos setores produtivos. Empregadores de um lado, trabalhadores de outro. São esses dois grupos que irão criar a nossa prosperidade. Ao Estado, compete — vou dizer aqui o óbvio — compete cuidar da segurança, da saúde, da educação, ou seja, dos espaço e setores fundamentais, que não podem sair da órbita pública. O restante terá que ser compartilhado com a inciativa privada.

Temer pede confiança e diz que brasileiros vão colaborar para saída da crise

Em dois momentos, Temer provocou grande entusiasmo entre as pessoas que estavam presentes na cerimônia: quando falou que tem entre suas prioridades a revisão do pacto federativo e quando prometeu continuar realizando cortes nos gastos da máquina pública.

— É imprescindível recuperarmos os fundamentos da economia brasileira e melhorarmos significativamente o ambiente de negócios para o setor privado para que ele possa retomar sua vocação natural de investir, de produzir e gerar emprego e renda. [...] A primeira medida na linha desta redução (dos gastos públicos) está, ainda que modestamente, aqui representada. Já eliminamos vários ministérios da máquina pública e, ao mesmo tempo, não vamos parar por aí.

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