Usuários dos Correios reclamam de atrasos nas entregas no RN


Mesmo após findada a greve dos Correios no último dia 22 de setembro, as reclamações por parte dos usuários quanto à qualidade do serviço prestado pela estatal permanecem. As principais queixas se reportam sobre o descumprimento dos prazos preestabelecidos para a entrega de correspondências e mercadorias, causando prejuízos a quem depende do serviço.

Dias em greve ampliaram o número de mercadorias nos depósitos da estatal em todo o Brasil


É o caso do professor aposentado Cláudio Emerenciano, 75. Ele aguarda a entrega de três livros que adquiriu via internet e afirmou que nas últimas vezes que verificou o código de rastreio, a informação que obtém é de que os pacotes estão “em trânsito”, no trajeto entre Recife em Natal.  “A minha situação não melhorou nas últimas semanas. As encomendas que estou esperando ainda não chegaram. Aparece que elas estão em trânsito,  mesmo estando desde o dia 8 de agosto na capital potiguar", explicou.

A existência (e continuidade) de problemas como o discorrido acima era diretamente vinculada ao movimento grevista, que teve início em 17 de agosto e se estendeu até a penúltima semana de setembro. No RN, o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares (Sintect/RN) estimou que a adesão da greve seja foi de, aproximadamente,  60%.

Outro problema relatado é a imprecisão da ferramenta de rastreio fornecida pela estatal aos usuários do serviço. Emerenciano só soube que os seus produtos estavam em Natal após solicitar informações junto ao depósito dos Correios na Rua dos Tororós. Por lá, obteve a informação que o contêiner com diversas encomendas, entre elas a dele, sequer tinha sido aberto. Acompanhando pela ferramenta de rastreio, no entanto, a informação que era fornecida era de que o “objeto estava em trânsito” de Recife para a capital potiguar.

Ainda sem previsão de quando receberá os produtos, Emerenciano chamou atenção sobre necessidades mais urgentes por parte de outros usuários que, a partir disso, tiveram prejuízos maiores. “Imagine quantas pessoas pobres no interior que têm objetos para receber do Correios? Pessoas humildes que dependem até para fazer um pequeno comércio. Eu consigo esperar, essas pessoas têm prejuízos maiores”, disse o aposentado.

A situação não é exclusividade da capital potiguar. Em Currais Novos, cidade do Seridó potiguar, o administrador de empresas Roney Sérgio, 30, segue na espera de pedidos que já deveriam ter chegado. Além do atraso na chegada das camisas que pede junto a sites de fora do país, ele comentou que aguarda o presente de aniversário que comprou para a mãe. O atraso foi tamanho, que as comemorações já foram realizadas e a encomenda sequer chegou ao Estado. 

“Em relação aos pedidos, eles seguem demorando pra chegar de Pernambuco pra cá, nada mudou de um mês pra cá. Problema é quando você compra um presente, como eu fiz, se programa para não ser surpreendido e mesmo assim se decepciona”, relatou.

O outro lado

A TRIBUNA DO NORTE entrou em contato com a assessoria de comunicação dos Correios, porém não obteve retorno até a edição desta reportagem.

 

Fonte: Tribuna do Norte


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