Senador do PT-RN, Jean Paul Prates, quer retirar proposta de educação como atividade essencial

     O líder da minoria, senador Jean Paul Prates (PT-RN), defendeu ontem (26) a retirada de pauta do projeto (PL 5595/2020) que inclui a educação básica e superior entre as atividades essenciais. Caso seja aprovado pelo Senado sem alterações e não seja vetado pelo presidente, o Brasil poderá ter a reabertura de escolas e faculdades durante a pandemia.

    Jean Paul lembrou que o Brasil pode ter um “tsunami“ de casos de covid-19 atingindo professores e estudantes. Somente a educação básica pública engloba um universo de aproximadamente 40 milhões de estudantes e 4 milhões de trabalhadores em educação.



     “Não podemos aceitar este lobby. Impor o retorno às aulas presenciais significaria expor uma multidão ao risco de contágio e de morte. Esse não é momento para essa iniciativa. Desde o começo da pandemia, o governo Bolsonaro não tem conseguido garantir segurança sanitária e mais vacinas para população”, afirmou o líder da minoria. “A Covid-19 já matou mais brasileiros nos primeiros 4 meses de 2021 do que em todo ano de 2020. Com o retorno das aulas presenciais, as palavras falta e ausência, serão trocadas por óbitos de professores e alunos”, completou.


Tablets

    O senador Jean Paul considera inaceitável que o governo Bolsonaro vete propostas, como por exemplo, o projeto que destinou R$ 3,5 bilhões para aplicação em ações de garantia do acesso à internet e tablets, com fins educacionais, tendo como público-alvo os alunos da rede pública nacional de ensino, pertencentes a famílias inscritas no CadÚnico e os matriculados nas escolas das comunidades indígenas e quilombolas, bem como os professores da educação básica, em virtude da calamidade pública decorrente da Covid-19.

    “O governo federal, em total inação a respeito do assunto desde o início dos problemas decorrentes da Covid-19, revela uma vez mais sua absoluta insensibilidade e descaso com os sofrimentos da população brasileira, sobretudo dos setores mais carentes. Veta proposições que buscam assegurar o acesso dos estudantes a atividades pedagógicas não presenciais, promove a fome, o desespero e o genocídio”, afirmou.

    Na próxima quarta-feira, o Congresso analisa os vetos do presidente, incluindo o veto 10, que trata da liberação desses R$ 3,5 bilhões. “A derrubada do veto é necessária, principalmente nesse momento de pandemia, em que a população carente necessita, cada vez mais, dos serviços de telecomunicações e internet. É muito importante essa medida no atual momento vivido pelo país com as aulas suspensas em muitos estados e cidades do interior. Essa medida pode viabilizar aulas remotas e acesso a biblioteca, por exemplo”, finalizou.


Fonte: Portal Nova Cruz

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