Pfizer mostra estudo sobre eficácia em adolescentes

    A Pfizer anunciou  que sua vacina contra a covid-19 ofereceu forte proteção de longo prazo contra o vírus em um estudo de estágio avançado conduzido com adolescentes de 12 a 15 anos. A vacina da Pfizer é a única autorizada para essa faixa etária no Brasil. Mais de 2.200 menores de 12 a 15 anos foram avaliados por pelo menos quatro meses após a segunda dose: entre os adolescentes que receberam o placebo, houve 30 casos de covid-19 e nenhum no grupo vacinado. Ou seja, foi 100% eficaz contra os casos sintomáticos da doença.

    Os dados foram coletados entre novembro de 2020 e setembro de 2021, disse a Pfizer em seu comunicado. Além disso, "nenhuma preocupação séria de segurança foi observada entre os indivíduos com pelo menos seis meses de acompanhamento", acrescentou a gigante farmacêutica. 

    As vacinas de RNA mensageiro Pfizer e Moderna têm sido associadas a um risco aumentado de miocardite, uma inflamação do músculo cardíaco, principalmente em homens jovens. Mas esses casos permanecem raros e os benefícios da vacinação superam esse risco, dizem os especialistas. "Esses dados adicionais fornecem confiança adicional na eficácia e no perfil de segurança de nossa vacina em adolescentes", disse Albert Bourla, chefe da Pfizer, citado no comunicado.


Reforço

    A diretora do Centro do Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, Rochelle Walensky, voltou a defender ontem, as doses de reforço da vacina contra a covid-19. Em coletiva de imprensa, a dirigente apontou que as injeções são uma "ferramenta importante pública para aumentar as defesas contra o vírus", e sugeriu que todos os adultos americanos que tenham a vacina à sua disposição sejam imunizados.

    Walensky apontou que as doses de reforço vêm gerando menos reações adversas, normalmente. Segundo a diretora, dados mostram que não vacinados seguem tendo seis vezes mais chance de testar positivo para a covid-19 do que os que se vacinaram.

    O infectologista e principal conselheiro médico da Casa Branca, Anthony Fauci, apresentou uma série de estudos mostrando como a imunização com terceiras doses de vacinas da Pfizer em parceria com a BioNTech aumentou a imunidade. Entre os países, Fauci apontou o Brasil, além de Reino Unido e Israel como locais no qual parte da população recebeu as injeções extras e tiveram sucesso em reduzir a circulação do vírus.

    Na coletiva, dirigentes garantiram que os adultos elegíveis terão à sua disposição as doses extras. No caso da Pfizer, a vacina será aplicada seis meses depois da segunda dose. Já no caso da Johnson & Johnson, as injeções ficam disponíveis após dois meses da dose única.

    Em uma questão sobre as novas medidas de restrição adotadas na Europa para buscar conter o vírus e a possibilidade do mesmo ocorrer nos EUA, os representantes descartaram a ideia, e indicaram que o país possui as "ferramentas necessárias" para conter o vírus, o que inclui a vacinação.


TRIBUNA DO NORTE

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